A era digital e o RH

Era Digital e Humanização do RH

O mundo está passando por uma nova revolução.

Inteligência artificial, internet das coisas, machine learning, engenharia genética; estes são apenas alguns dos avanços tecnológicos da última década. Estima-se que nesses últimos 10 anos houveram mais saltos tecnológicos que nos últimos 100 anos da história da humanidade.

Estamos nos tornando exponenciais.

Toda essa exponencialidade e esses avanços são apenas o cartão de boas vindas à Era Digital. Portanto, somente o começo de mudanças significativas que estão por vir.

Revoluções mudam mais do que somente a tecnologia.

A revolução agrícola fez nômades se organizarem no primeiro formato do que hoje conhecemos como casa e família. Em seguida, a primeira revolução industrial fez manufaturas se tornarem centros industriais na Inglaterra, e criaram o que conhecemos como expediente de trabalho — ou horário comercial.

Depois a segunda revolução industrial desenvolveu a indústria química, elétrica e petrolífera, aumentou a expectativa de vida das pessoas e mudou completamente a relação delas com centros urbanos. E a terceira trouxe a robótica, a automação e mudou a formatação das escolas e faculdades, que passaram a graduar profissionais técnicos e não mais braçais.

Revolucionar significa mudar profundamente algo ou alguém. E as mudanças causadas pelas revoluções ao longo da história alteram completamente a relação das pessoas com a cidade, com suas famílias, com seus semelhantes e, principalmente com as empresas e o trabalho.

Estamos bem diante da quarta revolução industrial. E para que possamos usufruir de todo seu potencial, dos avanços que virão com ela, precisamos de Organizações Responsivas, HRs Ágeis e Líderes Dinâmicos.

A era digital e as novas lideranças

Tudo e todos estão conectados! A conectividade está nas casas, nas empresas, nas mãos e nos bolsos de todas as pessoas. Ambientes de socialização foram transportados para a internet, reuniões familiares acontecem em redes sociais, amigos lembram da época de escola com duas ou três mensagens de whatsapp.

A conectividade trouxe a modernidade líquida e agora vivemos em um mundo VUCA (volátil, incerto, complexo e ambíguo).

Compartilhar vale mais do que ter, pertencer significa mais do que parecer, demonstrar é mais importante do que guardar. Essas e outras mudanças de valores alteraram permanentemente a forma como as pessoas se comportam. E não poderia ser diferente na relação com o trabalho.

Desde então, colaboradores esperam mais de seus empregos do que salários bem pagos, benefícios variados e horários flexíveis. Exigem mais de seus líderes do que somente metas atingíveis e um bom treinamento. Mais do que nunca, colaboradores querem se sentir parte e ter orgulho do que fazem: os colaboradores são movidos a propósito.

Às novas lideranças não cabe mais os modelos antigos e tradicionais de gestão, sistematizados na lógica de comando e controle. Já não há mais espaço para otimização máxima de processos às custas da supreção da individualidade e do talento dos colaboradores.

A era digital exige das lideranças uma capacidade de aprender e se adaptar: os novos líderes devem ser capazes de ouvir e empatizar com seus liderados, questionar os paradigmas e agir em prol do novo e da inovação.

Uma transformação de mindset, vem antes da transformação digital

Não basta investir em IOT, microsserviço, mobile first ou blockchain. A transformação digital não começa até que se transforme o modelo mental dos líderes das empresas.

Uma mudança de visão, mais especificamente: devem remover o foco sobre qualidade de produto, excelência em atendimento e lucratividade e entender que esses três pontos são consequência de uma equipe feliz e engajada.

Pessoas, talentos, são o maior ativo que qualquer empresa pode ter. Por isso, a função de todo líder é desenvolvê-los para chegar a resultados cada vez maiores. Contudo, não se desenvolve talentos com análise fria de números, com big data ou com métricas quadradas de performance.

A mudança de mindset necessária para os líderes e gestores trata-se de humanizar a relação com seus liderados. Tratá-los como indivíduos e valorizar suas individualidades. Entender que cada colaborador é um potencial inovador dentro da empresa e que somente trabalhando esse potencial é que se alcança resultados exponenciais.

A transformação cultural

Cultura é tudo aquilo que se cultiva e nutre e, como consequência, cresce e se desenvolve. Culturas não são feitas de frases bem elaboradas ou valores escritos na parede, mas de ações realizadas diariamente, através das relações entre pessoas.

Uma transformação cultural significa, acima de tudo, revolucionar a forma como as pessoas se comportam. Não há inovação sem interação. Não há desenvolvimento sem envolvimento. Não há ação sem relação. Não há progresso sem o cuidado humano.

Para que toda empresa se torne digital, para que possa transformar um mercado ou transformar uma realidade, precisa antes de mais nada nutrir uma cultura de engajamento.

E toda cultura saudável se constrói sobre três pilares:

  • Transparência;
  • Diálogo; e
  • Empatia.

Portanto, se quer transformar digitalmente sua empresa, crescer exponencialmente ou transformar o mundo, então humanize sua cultura: Transpareça. Dialogue. Empatize.


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