Engajar a equipe e aumentar a produtividade: desafios de todo líder

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Gestão de pessoas é a maior responsabilidade de todo líder. O que significa que toda liderança enfrentará, ora ou outra, dificuldades com engajamento de pessoas. Nesse artigo vamos falar um pouco mais sobre Engajamento e algumas dicas úteis para colocá-lo em prática.

Disclaimer importante: nenhuma liderança consegue ser efetiva sem o apoio estratégico do RH. Então se quiser se aprofundar nessa parceria entre você e seu RH, fica aqui a sugestão do livro Gestão de Pessoas não é com o RH. É uma leitura que vale a pena 😉

Engajamento não é satisfação!

A Bain & Company fez uma pesquisa comportamental no último ano para entender como o engajamento de funcionários pode interferir nos resultados finais de uma empresa.

E o que descobriram é que um colaborador engajado é 44% mais produtivo do que um colega meramente satisfeito. Ou seja: aqueles colaboradores que vestem a camisa da empresa rendem 1.5x mais que aqueles que estão de bem com a remuneração e com o clima da empresa.

Mas em contra partida com esse número, foi descoberto que alguém ativamente desengajado não é apenas 125% menos produtivo. Esse ainda é um detrator da sua marca. Em outras palavras, é alguém que “contamina” colaboradores satisfeitos para conspirarem contra a empresa.

E é aqui que mora o maior risco! Satisfação significa não estar incomodado com a empresa, ter o mínimo necessário para entregar um trabalho aceitável. Para alguém sair de satisfeito para insatisfeito, basta um piscar de olhos.

Quando você não se empenha em engajar seus funcionários, você não só está deixando de aproveitar o potencial máximo deles. Está também correndo o risco de ter pessoas no seu próprio time jogando contra você.

Engajamento no trabalho: um problema mundial

É isso o que diz a Gallup no estudo que lançaram em Janeiro de 2018.

Segundo eles, 85% dos trabalhadores dos Estados Unidos não se sentem engajados em seus empregos. Esse número já é surpreendente por si só. Mas fica apavorante quando vemos quanto dinheiro está sendo deixado sobre a mesa: 450 bilhões de dólares por ano!

No Brasil esse número não melhora. Estima-se que o custo do desengajamento seja de aproximadamente 150 bilhões de reais por ano. Mas o número real pode ser ainda pior, já que 39% das empresas brasileiras não mensuram engajamento no trabalho (segundo o Panorama Engajamento Brasil 2018).

Já dizia Peter Drucker: “se você não mede algo, você não entende o processo. Se você não entende o processo, não consegue aperfeiçoá-lo”.

Como ganhar o jogo

Já entendemos o tamanho do risco de não trabalhar engajamento. Mas ainda não vimos na prática todos os benefícios de ter uma equipe engajada. Ainda pela Gallup, esses são alguns dos resultados das empresas que deram atenção a esse assunto:

  • aumento de 22% na rentabilidade e de 21% na produtividade;
  • diminuição de 48% nos acidentes de trabalho;
  • diminuição de 41% nos problemas de qualidade
  • redução de 37% no absenteísmo, 28% na retração e 25% no turnover.

Então para lhe ajudar nesse desafio de engajar sua equipe, separamos 3 dicas práticas. Assim você pode evitar os prejuízos do desengajamento e usufruir dos benefícios que a Gallup apontou.

1. Habilidades de liderança que podem ser aprendidas

Um dos principais motivos de turnover é o descontentamento do colaborador com o líder direto. O que significa que para engajar as pessoas do seu time, você precisa se engajar no seu auto-desenvolvimento como líder. E as duas habilidades que você precisa desenvolver em primeiro momento são: autogestão e a empatia.

Autogestão é a capacidade do líder de liderar a si mesmo. O que significa ser capaz de controlar seu próprio estado de ânimo e de aprimorar a si próprio. Autogestão implica em conseguir olhar para si mesmo, entender quais comportamentos são produtivos, quais são improdutivos, e desenvolvê-los.

Empatia é a capacidade de entrar em sintonia com outras pessoas. Significa, em outras palavras, que você se importa de verdade com pessoas. A final, engajar-se significa importar-se verdadeiramente com algo. Portanto se quiser ter uma equipe engajada, você precisa primeiro importar-se verdadeiramente com ela.

Aprenda essas duas habilidades e verá o resultado com seus próprios olhos.

2. Sentimento de pertencimento que deve ser gerado

Um líder consciente precisa conhecer o propósito individual de cada membro da sua equipe. Só assim você conseguirá construir uma forte ligação entre seus colaboradores, e conectá-los com o propósito da empresa.

Por isso, converse com sua equipe! Segundo Fred Kofman“incentivos materiais representam, no máximo, 15% da motivação de empregados. Os outros 85% vêem da nossa vontade de pertencer – pela convicção de que o que fazemos dia após dia tem alguma importância”; é o que ele diz em seu livro Liderança e Propósito – O novo líder e o real significado.

Conversas geram conexão e geram feedback. E feedbacks constantes são essenciais para manter colaboradores engajados. Então mantenha a comunicação aberta com o seu time.

Já dizia Stephen Hawking: “as grandes conquistas da humanidade foram obtidas conversando, e as grandes falhas pela falta de diálogo”.

3. Engajamento não se supõe, engajamento se mensura

O que não é medido, não é entendido e, por consequência, não é melhorado. O sucesso do seu time, portanto, está diretamente vinculado com a sua capacidade de medir quão engajado estão.

Um dos indicadores que utilizamos na TeamCulture para avaliar o nível de engajamento das nossas equipes, é o eNPS (employee Net Promoter Score). E fazemos isso com duas perguntas simples:

  • “Em uma escala de 0 a 10, qual é a probabilidade de você recomendar esta empresa como um bom lugar para trabalhar?”
  • “Em uma escala de 0 a 10, qual é a probabilidade de você recomendar os produtos ou serviços desta empresa a um amigo ou colega?”

Afinal, contra dados não há argumentos.

Portanto, empenhe-se em se autogerenciar e se auto-desenvolver, dedique-se a conhecer seus colaboradores e, mais importante de tudo, mensure o nível de engajamento da sua equipe.

Faça isso e estará mais próximo dos benefícios que o engajamento no trabalho pode trazer.

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